Monthly Archives: Fevereiro 2016

fev 25

Funilaria – Tenha controle de seus principais números

Por Marcelo Galli | Gestão de Oficinas , Outros , Reparadores de veículos , Setor de Compras

A gestão de uma empresa como uma oficina reparadora de veículos envolve inúmeras variáveis. São muitos os elementos que fazem parte da administração e que devem ser levados em consideração ao traçar novas estratégias para fomentar o crescimento do negócio. Esses elementos, na maioria das vezes, são representados por números: faturamento total obtido por mês, gastos, horas trabalhadas e vendidas, quantidade de veículos que passam pela oficina em um mês e diversos outros.

O segmento de reparação automotiva é bastante concorrido, basta andar pela sua cidade para ver quantos estabelecimentos como esse existem! Desse modo, os clientes acabam escolhendo o reparador que pode oferecer um preço mais acessível. No entanto, todo o cuidado é pouco para que o empresário possa reduzir o valor cobrado pelos serviços, mas sem prejudicar a sua lucratividade.

Um dos passos mais importantes é ter controle sobre os gastos mensais da oficina, e isso envolve o pagamento dos colaboradores, locação do espaço (se for o caso) e todos os insumos envolvidos e que são pagos. Um levantamento do Sebrae de São Paulo expôs quais são os maiores desperdícios em oficinas: água; oxigênio, argônio e acetileno (mal uso de equipamentos de soldagem); ar comprimido; materiais de limpeza; peças (mal conservadas, de má qualidade ou erro na compra); ferramentas; luzes; energia elétrica; instalações elétricas e uma série de outros elementos.

Esses desperdícios geram um alto custo para a oficina, portanto, ter um cuidado extra para evitá-los pode representar uma boa economia. Nem sempre cortar custos na reparadora significa dispensar colaboradores ou, muito menos, apostar em procedimentos e peças de menor qualidade. Olhar para dentro da oficina e diminuir os gastos sem prejudicar funcionários e clientes é sempre muito melhor.

Outra coisa importante é mensurar o faturamento para ter expectativa para os meses posteriores. O empresário deve ter um controle do número de veículos que passam pela oficina, o faturamento geral do mês e a média de quanto cada cliente está deixando na reparadora. Fazer essa análise ao longo de alguns meses permite que o administrador da oficina tenha uma base e saiba o que esperar. E se tomar isso como um hábito, será visível quais as épocas em que o faturamento cai, por exemplo.

Conhecer os números do mercado de oficinas reparadoras também ajuda no processo de gestão. Acompanhar os crescimentos e declínios do segmento, saber quantas oficinas existem no bairro e na cidade, qual a média de preços praticados e outros detalhes permitem que o gestor do negócio saiba se encaixar no setor, mas sem deixar de propor algo sempre diferente!

Reduzir ao máximo o valor cobrado pelos serviços nem sempre é a solução, especialmente quando isso compromete a qualidade deles. Afinal, vale lembrar que a reparação de veículos envolve importantes questões de segurança para os clientes! Se você estiver cobrando um pouco mais caro do que os seus concorrentes, procure atrair o público com outros diferenciais, como pacotes, programas de fidelidade e o próprio bom atendimento. Isso muitas vezes conta mais do que o preço baixo!

fev 19

Gestão de Funilarias : Como o atendimento pode revolucionar sua empresa

Por Marcelo Galli | Gestão de Oficinas , Outros , Reparadores de veículos , Setor de Compras

Nem só de preços bons e serviços de qualidade se faz uma empresa, especialmente nos dias de hoje, em que a concorrência está cada vez mais alta. Nas oficinas reparadoras de veículos, o bom atendimento é um diferencial fundamental na gestão de funilarias, principalmente devido ao fato de que muitos clientes não dominam a temática de reparação de automóveis, por isso, dão preferência a um estabelecimento que transmita segurança e credibilidade.

 

Os funcionários que trabalham na oficina ou funilaria e que, portanto, estão em contato mais direto com a clientela, devem ser treinados para se relacionar com esse público da melhor forma. A própria diretoria pode oferecer esse treinamento, desde que saiba exatamente o que faz um atendimento ser bom, o atendimento é uma parte fundamental da gestão de funilarias.

Veja a seguir alguns passos para oferecer um atendimento de qualidade e diferenciado, que vai servir tanto para captar novos clientes quanto para fidelizar aqueles que já fecharam um serviço com a sua oficina.

 

 

1. Explique o procedimento

Como mencionado anteriormente, nem todos os clientes entendem de reparação automotiva, por isso, explique o serviço que será realizado pacientemente, quais peças serão substituídas (se for o caso), quanto tempo leva para fazer cada coisa e assim por diante.

Embora isso seja algo que esteja mudando, as mulheres tendem a se sentir mais inseguras quando levam o seu veículo a uma oficina e muitos profissionais agem de má fé, acreditando que elas entendam menos do que os homens. Sempre que uma mulher for até a sua oficina, sabendo dessa possível insegurança, é preciso dar uma atenção ainda maior nessa explicação.

2. Deixe o cliente livre

Jamais tente pressioná-lo para fechar o serviço com você: ele deve ser induzido a isso. As pessoas gostam de sentir liberdade na tomada de decisões, por isso, depois de explicar o procedimento e oferecer um orçamento, deixe o cliente livre para procurar outra oficina para fazer uma comparação. Se você estiver oferecendo um serviço de qualidade, por um preço justo e, acima de tudo, atendê-lo bem, ele vai voltar. Mas, se pressionar, possivelmente perderá um cliente.

3. Conheça o seu negócio

Essa é uma dica óbvia, mas que não pode jamais ser negligenciada. Garanta que os colaboradores da sua oficina realmente saibam o que estão oferecendo, conheçam todos os serviços e, mais que isso, saibam traduzir isso em uma linguagem acessível para o cliente.

4. Invista no pós-venda

Para fidelizar um cliente, nada melhor do que mostrar que a sua oficina se importa com ele. Depois de ter finalizado o serviço, espere alguns dias e entre em contato para saber se ele está satisfeito, se o problema foi solucionado, se ele precisa de mais alguma coisa. Caso ele tenha mencionado que levou o veículo para fazer uma revisão antes de uma viagem, aproveite para perguntar como foi o trajeto e coloque-se sempre à disposição.

5. Simpatia

Ninguém gosta de chegar a um estabelecimento e ser recebido por uma pessoa mal-humorada, não é mesmo? Lembre seus funcionários de que uma recepção agradável e simpática faz toda a diferença para que aquele cliente decida ficar.

fev 11

Gestão de Funilarias : Dicas para aplicar 5S na sua funilaria

Por Marcelo Galli | Gestão de Oficinas , Outros , Reparadores de veículos , Setor de Compras

 

O objetivo de qualquer empresa é crescer dia após dia, conquistando um público fiel e uma posição de destaque no mercado, e as oficinas de reparação automotiva não fogem a essa regra.O que nem todos os gestores consideram é que muitos procedimentos internos são essenciais para que isso possa acontecer, como é o caso da aplicação do método 5S, focado em atingir o padrão de Qualidade Total.

A aplicação do 5S na gestão de funilarias ajuda a empresa a destacar-se da concorrência pois é uma forma de trabalho que requer disciplina.

Só para relembrar, as cinco ações que fazem parte desse método, são: Seiri (utilização), Seiton (organização), Seiso (limpeza), Seiketsu (higiene) e Shitsuke (disciplina). Mas como fazer funcionar na prática? É isso que você verá a seguir.

Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que as cinco ações que compõem o método estão interligadas e devem ser executadas assim, uma em relação à outra. Outro ponto importante diz respeito ao papel da diretoria: os gestores da oficina deverão demonstrar a aplicação do método pelo exemplo, pois essa é a forma mais eficiente de incitar os colaboradores a fazerem o mesmo, ou seja, gestão de funilaria pelo exemplo.

Outras formas de colocar o 5S em prática no cotidiano são as seguintes:

• Uso do Kanban

O termo Kanban tem origem japonesa e significa “sinalização”. Refere-se ao uso de cartões (como os post-its, por exemplo) que indiquem o andamento de cada tarefa, de uma forma que fique bem visível para todos, especialmente para o responsável pela sua execução. Nesses cartões, deve ser escrito o que é a tarefa e qual é o seu “status”: para executar, em andamento ou finalizada.

Você pode instalar um quadro em algum lugar da oficina (de preferência onde todos os funcionários tenham acesso, mas os clientes, não), que seja próprio para a colagem desses cartões. Essa é uma ferramenta eficiente para controlar o andamento de atividades.

• Controle e disciplina

É importante que o empresário tenha controle sobre todas as tarefas que correspondem ao 5S, saiba quem está responsável por fazer cada coisa e como está o andamento. Ter metas é fundamental, especialmente no início da aplicação da metodologia. Por exemplo: em uma semana, tudo aquilo que não é útil deve ter sido eliminado; no final do dia, todas as ferramentas devem estar em seus respectivos e identificados lugares e assim por diante.

O Kanban ajuda a manter esse controle que, por sua vez, ajuda a manter a disciplina dos colaboradores.

• Rodízios

Algumas atividades permitem o rodízio de pessoas responsáveis por elas, como é o caso da limpeza, por exemplo. É possível designar uma pessoa (ou uma equipe, depende do tamanho da oficina) para fazer a limpeza a cada dia da semana, criando uma rotina em que todos estejam habituados a cumprir a sua tarefa no seu dia.

• Reuniões

Levar o 5S para as reuniões com os colaboradores ajuda muito nesse início. É o momento de debater sobre as principais dificuldades, analisar o que não está funcionando e o que deve ser mantido. Também é a oportunidade para falar sobre os bons resultados que o método está trazendo para o trabalho cotidiano, pois isso também já funciona como incentivo!